MARI/PB: Falta de divulgação e identidade visual fraca ameaçam alcance da ExporAgro 2025
Evento de Mari, com orçamento oficial de R$ 320 mil, enfrenta baixa visibilidade fora do município
Prevista para ocorrer entre 5 e 7 de setembro, a ExporAgro Mari 2025 já tem data, foco e estrutura definidos: 30 mil metros quadrados dedicados à mandioca, cachaça, cooperativas indígenas, alimentação regional, energia solar e cultura popular. A Prefeitura de Mari (PB) contratou uma empresa especializada para organizar o evento e conta com apoio estadual. Mas, além das dúvidas sobre o orçamento real, outro fator preocupa: a divulgação inexpressiva e uma identidade visual que não desperta interesse.
Nos canais oficiais da gestão Lucinha da Saúde, especialmente no setor digital, a feira aparece de forma esparsa e sem estratégia de comunicação robusta. A peça gráfica principal apresenta um layout considerado por organizadores e expositores como “pouco atrativo” e um slogan genérico, que não transmite a relevância ou a abrangência do evento. Resultado: a percepção estadual sobre a dimensão da ExporAgro é mínima.
“Não adianta organizar um evento desse porte e não atrair gente de fora. A feira precisa de compradores e investidores, não só visitantes locais”, afirma um expositor da ExpoAgro Petrópolis ao Jornalismo Paraíba 2.0.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Agrário, Severino Ramos, disse que o orçamento previsto é de R$ 320 mil, parte do valor inserido no planejamento anual da prefeitura. Trata-se, portanto, de recursos públicos. Ele defendeu que a feira tem caráter econômico e “objetivo de gerar negócios”, mencionando a presença confirmada do Banco do Nordeste, empresas do setor de máquinas pesadas e o programa Empreender Paraíba, que deve liberar até R$ 900 mil em crédito a produtores.
Apesar disso, Ramos não detalhou critérios de acesso ao crédito nem garantias para que pequenos agricultores — maioria em Mari — sejam contemplados. Também não esclareceu o valor pago à empresa contratada para organizar o evento nem sua experiência em iniciativas semelhantes.
Sem publicidade direcionada e com uma identidade visual incapaz de projetar o evento para além das fronteiras de Mari, a feira corre o risco de se tornar um grande investimento para um público pequeno.