Prefeitura de Mari (PB) corre para instalar gerador de R$ 303 mil em hospital que segue com setor interditado

Foto: Reprodução Google/Site RotaPB 

Nove meses após sua inauguração, o Hospital Municipal Sagrado Coração de Jesus, em Mari (PB), enfrenta problemas estruturais e operacionais que colocam em xeque a qualidade do atendimento oferecido. Na última terça-feira (1º), uma equipe da Vigilância Sanitária do Estado da Paraíba realizou uma inspeção na unidade e determinou a interdição de uma área do hospital, possivelmente o setor de atendimento, segundo apuração do Paraíba 2.0.

Foto: Reprodução Google/4 de outubro de 2024 - dia inauguração

Embora a interdição tenha ocorrido, a Prefeitura de Mari ainda não confirmou oficialmente qual área foi interditada. Além disso, a Vigilância Sanitária não disponibilizou o relatório da fiscalização para a imprensa, dificultando o acesso a informações oficiais e detalhadas sobre as condições da unidade.

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Equipamentos emergenciais e estrutura precária



Em meio a essa situação, a prefeitura anunciou a aquisição emergencial de quatro equipamentos essenciais para o hospital — entre eles, um gerador de energia de grande porte, que será incorporado à unidade pela primeira vez. O gerador foi comprado por R$ 303.490,00. Também foram adquiridos um foco cirúrgico móvel por R$ 12.990,00, um carro de emergência por R$ 3.250,00 e um ar-condicionado tipo split (12.000 BTUs) por R$ 2.100,00.


Até então, o hospital operava com um gerador alugado, considerado tecnicamente inadequado para suas necessidades, segundo fontes internas.

Foto: Reprodução Instagram/Edilson Publicidade 

Segundo fontes do governo, durante a inspeção, foram constatados problemas como vasos sanitários danificados, torneiras quebradas, aparelhos de ar-condicionado sem funcionamento e uma cozinha em condições precárias de higiene, que ainda utiliza gás GLP em botijões, prática incompatível com os padrões técnicos exigidos para ambientes hospitalares.

Reconhecimento das dificuldades pela gestão

Recentemente, o radialista Professor Josa, da rádio Cultura FM de Guarabira, divulgou dados apurados junto à ex-secretária de Saúde do município, apontando que o hospital possui despesas em torno de R$ 1,2 milhão mensais. Em um evento realizado na cidade de Campina Grande, a própria prefeita Lucinha da Saúde afirmou que o hospital representa um problema para sua gestão, reconhecendo publicamente as dificuldades enfrentadas.

Foto: Reprodução Instagram/Prefeita Lucinha da Saúde na cidade de Campina Grande/PB

Obra recente, problemas antigos

Entregue à população em outubro de 2024, o hospital já registrou outros episódios preocupantes, como o desabamento de parte da fachada (toldo) em maio deste ano, sem que tenha havido até o momento esclarecimentos ou responsabilizações públicas.

Foto: Reprodução Instagram/Jornalismo Paraíba 2.0 

Agora, com a expectativa da nova vistoria marcada para esta sexta-feira (4), a população aguarda respostas concretas e providências eficazes para evitar que as falhas se agravem e comprometam ainda mais a prestação dos serviços.

População e servidores em alerta

Moradores e profissionais da saúde da cidade demonstram cansaço e descrença diante do quadro. “É muito difícil confiar numa unidade que tem tantos problemas básicos e não consegue garantir segurança e condições dignas de trabalho”, afirmou uma servidora que preferiu não se identificar.

Desafio para a gestão

A aquisição tardia do gerador, a falta de manutenção dos equipamentos e a precariedade estrutural expõem um hospital que, apesar da recente inauguração, já enfrenta dificuldades típicas de unidades em situação de colapso.

A ausência de informações oficiais detalhadas reforça a necessidade de maior transparência da gestão municipal e dos órgãos fiscalizadores para que a população possa acompanhar e compreender a real situação do seu principal equipamento público de saúde.


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