EXCLUSIVO | A Prefeitura de Mari (PB) celebrou contratos no valor de R$ 4 milhões para o fornecimento de combustíveis em 2025
O contrato mais recente foi assinado em 4 de junho de 2025, no valor de R$ 648.400,00, com o Posto de Combustíveis Sobrado Ltda. O processo foi realizado por dispensa de licitação, alegando urgência. A empresa foi contratada sem concorrência.
Poucos meses antes, em 27 de março de 2025, o Fundo Municipal de Saúde homologou outro contrato, no valor de R$ 560.750,00, também para aquisição de combustíveis. A empresa vencedora foi o Auto Posto Mari Ltda., fornecedora que já aparece em outro processo ainda mais robusto.
Esse terceiro contrato, embora homologado em 18 de dezembro de 2024, é válido para todo o exercício de 2025 e representa o maior volume: R$ 2.796.000,00. Dividido em três lotes, inclui gasolina comum, óleo diesel S500 e diesel S10. A contratação também teve como fornecedora o Auto Posto Mari Ltda.
Compras avulsas também somam
Além dos grandes contratos, a Prefeitura de Mari também realizou empenhos pontuais para aquisição de combustíveis. É o caso de duas compras feitas pela Secretaria Municipal de Educação, destinadas ao abastecimento de ônibus escolares utilizados no transporte de estudantes da rede básica.
Nos dias 30 de abril e 6 de maio de 2025, foram empenhados e pagos, respectivamente, R$ 5.437,75 e R$ 1.800,23 à empresa Sales & Souza Comércio de Combustível e Derivados de Petróleo Ltda. Os valores foram executados integralmente e aparecem classificados como material de consumo.
Ainda que pequenos diante dos contratos principais, esses gastos mostram que há múltiplas rotas de contratação para o mesmo insumo dentro da gestão municipal, o que dificulta o acompanhamento do uso real de combustível no município.
Para onde está indo tanto combustível em Mari?
Até agora, não há divulgação oficial da quantidade de veículos atendidos, dos setores abastecidos, nem dos critérios técnicos usados para calcular essa demanda. Também não há sinal de auditoria pública ou controle de consumo.
A sequência de contratações em curto espaço de tempo, incluindo uma emergencial em meio a contratos já ativos, levanta questionamentos sobre planejamento, fiscalização e transparência no uso dos recursos.