Prestadores que alugam veículos à Prefeitura de Mari (PB) denunciam três meses de atraso nos pagamentos
Foto: Reprodução Google/Site PB Vale
Relatos obtidos pelo jornalista Wagner Ribeiro revelam crise financeira entre prestadores; famílias afetadas e gestão Lucinha da Saúde volta a enfrentar turbulência administrativa
MARI (PB) — Prestadores de serviço que alugam veículos à Prefeitura de Mari, na Zona da Mata da Paraíba, estão há pelo menos três meses sem receber pelos contratos firmados com o município. As informações foram repassadas com exclusividade ao jornalista independente Wagner Ribeiro, que ouviu relatos de afetados.
De acordo com as fontes, o atraso nos repasses tem gerado instabilidade financeira e colocado em risco o sustento de dezenas de famílias. "Tem pai de família com contas vencidas, prestação de carro atrasada e até risco de despejo. A situação está insustentável", disse um dos prestadores, sob condição de anonimato.
Os contratos envolvem principalmente o aluguel de veículos usados em serviços públicos essenciais, como transporte de equipes técnicas, secretarias e atendimento a comunidades rurais. A maioria dos veículos é utilizada para transportar pessoas até a capital João Pessoa, especialmente pacientes em tratamento médico e servidores com compromissos oficiais. Com os atrasos, muitos prestadores relatam dificuldades em manter os deslocamentos. "A gente continua rodando porque sabe que são vidas que dependem desse transporte, mas já estamos no limite", contou um motorista autônomo.
Muitos desses contratos estão paralisados ou sendo mantidos sob forte sacrifício financeiro por parte dos prestadores. Ainda segundo os relatos, não há previsão oficial para a regularização dos pagamentos. “A gente procura a Prefeitura e ninguém dá resposta concreta. Só pedem paciência, mas enquanto isso as contas chegam”, desabafou outro fornecedor.
Essa nova turbulência administrativa aumenta a pressão sobre a prefeita Lucinha da Saúde, que já vinha enfrentando críticas por questões de gestão, especialmente no que diz respeito à estrutura administrativa e ao número de cargos comissionados no setor de comunicação. A falta de repasse a fornecedores reforça a percepção de desorganização financeira dentro da máquina pública.
Original Paraíba 2.0/Apuração do jornalista independente Wagner