EDITORIAL | Fim da Oposição em Mari/PB: G6, os Farsantes do Poder

A curta existência do grupo oposicionista G6 chegou ao fim. Menos de cem dias após assumir um discurso combativo contra a gestão da prefeita Lucinha da Saúde, os vereadores que formavam essa coalizão renderam-se aos acenos do governo e oficializaram sua adesão à base. O motivo? Benefícios administrativos e políticos que garantem sua própria sobrevivência e ampliam a influência de seus padrinhos.

A adesão não foi um simples movimento de reposicionamento estratégico. Foi um pacto de conveniência. Como parte do acordo, as convocações de três secretários municipais para prestar esclarecimentos na Câmara foram silenciadas. O que antes era anunciado como uma cruzada por transparência e justiça, desfez-se no primeiro contato com as vantagens do poder. As investigações que defendiam com veemência foram simplesmente descartadas.

O maior beneficiado desse xadrez político é Lói da Saúde. Ex-vereador e articulador incansável, ele sai fortalecido como o grande comandante do "Centrão" municipal. A oposição, que tanto se orgulhava de questionar a gestão, provou que sua combatividade era apenas retórica. No final, venderam sua suposta autonomia por algumas garantias no jogo do poder. O G6 se revelou um grupo de farsantes, que ludibriaram seus eleitores com promessas vazias de independência.

O que resta, então, à população de Mari? Um legislativo alinhado por completo ao governo, sem contrapontos, sem questionamentos. Quem fiscalizará a gestão? Quem cobrará coerência das promessas de campanha? A cidade fica refém de um grupo político que mostrou que seu compromisso maior é consigo mesmo.

O G6 conseguiu seu lugar ao sol. Mas, ao preço de sua credibilidade. O discurso da ética e da fiscalização ruiu diante da realidade de quem, na verdade, sempre jogou pelo poder. Mari não tem mais oposição. Mas tem sua memória. E essa, o tempo não apaga. 

Quem manda é Lói da Saúde.


Foto: Reprodução Google/Site JKR 

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