EDITORIAL | O improviso como método de governo em Mari (PB)

A administração pública exige planejamento, estrutura e responsabilidade. Quando essas premissas são ignoradas, o que resta é um governo guiado pelo improviso, pela tentativa e erro e pela correção tardia de problemas que poderiam ter sido evitados. Em Mari (PB), a gestão da prefeita Lucinha da Saúde, com menos de três meses à frente do Executivo, demonstra sinais preocupantes dessa lógica.

O episódio recente envolvendo o transporte universitário é um retrato fiel dessa desorganização. Em vez de um serviço estruturado, com veículos em boas condições e logística bem definida, o que se viu foi um cenário calamitoso: ônibus precários, colocando em risco a segurança dos estudantes. Não é apenas uma questão de desconforto, mas de responsabilidade administrativa.

Governar não pode ser um exercício de improvisação. A administração municipal deve ser pautada por previsibilidade, planejamento e compromisso com a população. Se falhas estruturais já se acumulam em um governo que mal começou, o que se pode esperar do futuro?

A população de Mari merece mais do que respostas apressadas diante de críticas ou medidas corretivas tomadas apenas após o desgaste público. A cidade precisa de uma gestão que antecipe problemas, não de uma que corra atrás dos prejuízos.


Foto: Reprodução Instagram/Acervo pessoal 

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