ANTÔNIO GOMES E SUA ATUAÇÃO DIGNA DE UM OSCAR: TENTANDO SE PASSAR POR VÍTIMA APÓS O FRACASSO DE SEUS PLANOS
"Se está tudo bem, por que Antônio Gomes precisou reafirmar sua aliança longe de Marí, em João Pessoa?"
A entrevista do ex-prefeito Antônio Gomes, na Rádio Líder FM, em João Pessoa, não passou de um espetáculo digno de Oscar. Sentado confortavelmente longe do epicentro político de Marí, ele pretendia convencer a população de que tudo está em perfeita harmonia entre ele e a prefeita Lucinha da Saúde. Mas a realidade, que já não engana mais ninguém, é completamente diferente.
O ex-prefeito desmentiu qualquer brincadeira, jurando confiança total em sua sucessora e condenando como “imbecilidade” a tentativa de cassação de Lucinha. Mas será mesmo que Antônio não sabia de nada? Será que ele não percebeu a movimentação na Câmara, onde seus aliados silenciaram diante de uma articulação que só avançava porque precisava dos votos do grupo que ele ainda comandava?
Se a relação entre os dois fosse realmente tão sólida quanto ele quer fazer parecer, por que Lucinha sequer apareceu na entrevista? Por que não deu um simples telefonema para reafirmar essa suposta confiança mútua? Se o alinhamento fosse tão perfeito, por que Antônio precisou reafirmá-lo de João Pessoa e não na Rádio Comunitária Araçá FM, dentro da própria cidade?
A resposta é óbvia: porque Antônio sabe que a realidade é outra.
A entrevista de Antônio não foi apenas uma tentativa de manter sua imagem, mas uma estratégia para tentar se antecipar ao resultado: seu afastamento da gestão municipal.
O ex-prefeito viu seus planos de manter Lucinha sob seu comando fracassar e percebeu que sua influência sobre a gestão já não é a mesma. Lucinha não demonstrou sinais de subserviência, e isso já era esperado. Quem governa precisa de autonomia, algo que Antônio tenta impedir a todo custo.
Sabendo que o rompimento é uma questão de tempo, o ex-prefeito resolveu tomar a dianteira e se fazer de inocente, tentando se mostrar como um aliado fiel para, no futuro, quando for oficialmente afastado da gestão, posar de vítima e alegar traição.
Vale lembrar que os rumores de uma possível tentativa de Antônio de manobrar a abertura de uma CPI contra Lucinha simplesmente naufragou. Ao perceber que não conseguiria viabilizar a investigação, parece ter decidido recuar e tentar outro caminho: usar a entrevista para dizer que nunca quis desestabilizar a prefeita.
A verdade, porém, é que ele não conseguiu, e não que não quis.
Se estivesse tão indignado com a tentativa de afastamento de Lucinha, por que não se manifestou antes para condenar a movimentação? Por que só agora, quando os planos deram errado, ele aparece como o grande defensor da prefeita?
A novela protagonizada por Antônio Gomes segue um roteiro previsível. Lucinha já percebeu que não pode continuar refém de seu padrinho político. Agora, cabe a ela tomar a atitude que já deveria ter tomada há tempos: romper com o ex-prefeito e assumir de fato o comando da gestão.
O ex-prefeito pode continuar seu espetáculo, tentando convencer uma cidade de que tudo não passa de meras especulações. Mas o povo de Marí não é ingênuo. Todos já sabem o que está acontecendo, e a última coisa que a cidade precisa é de um roteiro mal ensaiado para enganar a inteligência coletiva.
Se Antônio realmente apoia Lucinha, então ele deveria sair da prefeitura e deixar que ela governasse. Mas, se insiste em ser um fantasma no governo, então a prefeita precisa exorcizar essa presença antes que seja tarde demais.
"Em Marí, a verdade não precisa de um microfone em João Pessoa para ser dita. A cidade sabe exatamente o que acontece nos bastidores, e o povo já aprendeu a distinguir discurso ensaiado de realidade. Continuarei observando."
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