ANÁLISE: A Comunicação do Governo Lucinha da Saúde: Muito Nome, Pouco Resultado
A gestão da prefeita Lucinha da Saúde, em Mari (PB), conta com uma estrutura de comunicação robusta. Entre os profissionais, figuram nomes reconhecidos no rádio, como Silvano Silva, Carlos Alcides e Ruam Henrique, além dos multimídia Alexandre Kennedy e Acy Lessa. No digital, uma empresa do Ceará foi contratada para gerir a imagem da prefeita. No entanto, a amplitude da equipe não se reflete em eficiência comunicacional.
Mari vive uma contradição: há muitos comunicadores no governo, mas pouca comunicação efetiva. Informações institucionais chegam truncadas ou com atraso, há falhas na transparência, e a interação com a população é limitada. Além disso, a comunicação parece ter um foco exagerado na figura da prefeita, negligenciando ações mais estratégicas que poderiam fortalecer a credibilidade da gestão.
Outro problema evidente é o excesso de sensacionalismo no Instagram da prefeita. A rede social tem sido usada como principal canal de comunicação, mas de forma limitada e superficial. Lucinha está falando apenas para sua bolha, reforçando uma narrativa que não alcança novos públicos nem responde a questionamentos legítimos da população. Enquanto isso, grandes feitos de sua administração acabam encobertos por essa falha estratégica.
A prefeita precisa urgentemente mudar essa abordagem. Dar entrevistas, enfrentar perguntas diretas e reduzir a dependência de uma comunicação centrada apenas em redes sociais são passos essenciais. A comunicação institucional não pode ser apenas publicidade; precisa ser um canal de diálogo real. O que se vê hoje é um governo que tem ações para mostrar, mas que não consegue se comunicar com a sociedade de forma eficaz.
Se a equipe de comunicação da prefeita não corrigir o rumo, o governo pode acabar refém da própria bolha, incapaz de ampliar sua base de apoio e responder de forma eficiente aos desafios políticos e administrativos.