Primeira Sessão Ordinária de 2025 na Câmara de Mari é marcada por embates e cobranças à gestão Lucinha da Saúde



A primeira sessão ordinária de 2025 na Câmara Municipal de Mari foi palco de intensos debates, críticas à administração da prefeita Lucinha da Saúde e embates diretos entre oposição e base governista. O chamado "G6", grupo oposicionista formado por Ronaldo Cabral, Tânia de Josa, Professor Erivan Sabino, Emanuelly de Lói, Djá Moura e Valeska Magalhães, teve uma atuação destacada, cobrando explicações sobre temas sensíveis da gestão municipal.

Ausência da prefeita e cobranças sobre o Fundeb

A prefeita Lucinha da Saúde não esteve presente, sendo representada pela secretária de Administração, Karina Melo. Durante a sessão, uma das questões que gerou maior repercussão foi os quase R$ 8 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). O secretário de Educação, Professor Jailton, não compareceu à Câmara, mas foi cobrado sobre a aplicação desse recurso e, segundo informações do vereador Erivan Sabino, o mesmo não soube detalhar a destinação do montante. Essa falta de esclarecimento gerou forte indignação nos vereadores oposicionistas, que prometeram levar o tema adiante.

Infraestrutura precária e cobranças diretas

A infraestrutura do município foi um dos pontos de maior tensão na sessão. A vereadora Valeska Magalhães cobrou a aquisição de um aparelho de raio-X para o Hospital Municipal Sagrado Coração de Jesus. Segundo ela, a falta do equipamento tem causado transtornos à população, que precisa se deslocar para outras cidades para realizar exames básicos.

Já a vereadora Tânia de Josa trouxe à tona a situação do cemitério municipal São Sebastião, denunciando que o local está superlotado e sem qualquer manutenção adequada. A parlamentar exigiu que o Executivo apresente uma solução urgente para o problema, evitando o agravamento da crise.

Polêmica sobre a Secretaria da Mulher

O projeto de criação da Secretaria da Mulher gerou intenso debate. A presidente da Câmara, Djá Moura, afirmou que a proposta não entrou em pauta devido ao tempo exíguo de sua chegada à Casa. No entanto, a oposição questionou a viabilidade da nova pasta, considerando que o governo não tem recursos para conceder um reajuste maior aos professores, mas propõe a criação de novos cargos.

"Se não há orçamento para aumentar o salário dos professores, como pode haver para criar uma secretaria?", questionou a presidente. O projeto foi rejeitado, sob a alegação de que não havia embasamento sólido para sua implementação.

Reajuste dos professores gera insatisfação

Outro tema que provocou embates foi o reajuste salarial dos professores. O governo propôs um aumento de 7%, enquanto a categoria reivindicava 12%. O Projeto de Lei 01/2025, que trata do piso do magistério, foi encaminhado para análise das comissões da Câmara, sem definição imediata.

Projeto de oftalmologista nas escolas é aprovado

Um dos destaques da sessão foi a aprovação do Projeto de Lei 07/2025, de autoria da vereadora Emanuelly de Lói, que institui a presença de oftalmologistas nas escolas municipais. A proposta visa garantir exames regulares de visão para os alunos, identificando precocemente problemas oculares e contribuindo para um melhor desempenho escolar. O projeto foi bem recebido tanto pela oposição quanto pela base governista, sendo aprovado sem resistência.

Requerimentos aprovados e tensão política

Todos os 14 requerimentos apresentados pelos vereadores foram aprovados por unanimidade. No entanto, alguns projetos foram rejeitados, com destaque para a proposta da Secretaria da Mulher.

A primeira sessão ordinária do ano demonstrou que a Câmara Municipal de Mari será palco de disputas acirradas em 2025. O G6 se posiciona como uma oposição vigilante, enquanto o governo Lucinha da Saúde precisará lidar com crescentes questionamentos sobre a condução da gestão municipal. 

Tudo proposto pelo Executivo, basicamente foi rejeitado.


Foto: Reprodução YouTube/Câmara Municipal de Mari 

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