Lucinha e a Secretaria da Mulher: Uma Luta Pelos Direitos ou Apenas oportunismo?
"Quando um governo não se encontra, tente se sustentar criando espaços artificiais para abrigar aliados. Em Marí, o discurso de defesa da mulher virou pretexto para inchar a máquina pública."
A prefeita Lucinha da Saúde segue sua trajetória de ausência onde deveria estar presente e de presença onde não é necessária. Depois de se recusar a comparecer à abertura do período legislativo da Câmara Municipal, Lucinha resolveu marcar presença de outra forma: enviando um projeto de lei para criar a Secretaria da Mulher, uma pasta que, curiosamente, não estava prevista no seu plano de governo registrado no TRE.
Uma justificativa? A defesa dos direitos das mulheres e o combate à violência de gênero. Uma pauta justa e necessária, mas que, no contexto político de Marí, é mais como uma desculpa esfarrapada para a criação de cargos de livre nomeação do que um compromisso real com as mulheres marienses. Afinal, se a intenção fosse essa, por que Lucinha não fortalece os serviços que já existem no município?
Direitos das Mulheres Já São Assistidos – O Que Lucinha Quer Criar, Além de Cargos?
Marí já contata com CRAS e CREAS , estruturas que oferecem assistência social, apoio psicológico e jurídico para mulheres vítimas de violência . Além disso, a própria Câmara Municipal aprovou, em 2021, a criação da Procuradoria da Mulher , com a missão de debater e encaminhar denúncias de violência contra a mulher e promover políticas públicas de equidade.
Ou seja, a defesa dos direitos das mulheres já tem canais específicos . O que Lucinha quer, então, com essa nova secretaria? Resposta simples: uma forma de nomear aliados políticos e talvez até parentes para cargos de confiança. Como já não havia vagas suficientes no governo, ela precisou colocar sua própria filha como Secretária de Cultura , mesmo sendo Auxiliar de Consultório Dentário , o que, convenhamos, nada tem a ver com a pasta.
Seria a Secretaria da Mulher apenas um novo ninho de apadrinhamento? A proposta caiu como um balão de ensaio mal planejado, e os vereadores do G6 – maioria na Câmara – trataram de enterrar o projeto antes que ele se tornasse mais um peso no orçamento do Município .
A derrota no legislativo expõe ainda mais a fragilidade de Lucinha dentro da própria gestão. Sem estratégia, sem capital político e, acima de tudo, sem legitimidade social para peitar a Câmara , a prefeita mais uma vez demonstrada que não consegue governar sem improvisar.
Como tentativa de amenizar o impacto negativo, foi lançado um vídeo apressado onde servidoras contratadas, algumas com laços familiares com a gestora “defendem” a criação da Secretaria da Mulher , na clássica tentativa de jogar a população contra os vereadores do G6. Mas o problema dessa estratégia é óbvio: o vídeo surgiu tarde demais, depois da exclusão do projeto , deixando claro que a ação foi mais um improviso do que um movimento legítimo para sensibilizar a sociedade.
Lucinha parece não perceber que não tem força política para enfrentar a Câmara Municipal . Com minoria no legislativo, sem articulação e refém do ex-prefeito Antônio Gomes , a prefeita segue se isolando dentro do próprio governo. Ela poderia tentar o diálogo, construir pontes e apresentar propostas realmente possíveis, mas preferir a rota mais fácil: criar cargos e tentar culpar a oposição quando seus planos não dão certo.
A gestão segue sem rumo, e enquanto isso, a cidade assiste ao espetáculo da incompetência administrativa se desenrolar. Criar uma Secretaria da Mulher seria uma iniciativa louvável se fosse uma política pública séria e necessária , e não um pretexto para nomear aliados e driblar a falta de espaços para a prefeita acomodar seus apadrinhados .
Lucinha quer governar ignorando o legislativo e tentando forçar a facilidade de suas vontades. Mas a política não funciona assim. Para quem já deslegitimou seu próprio poder e agora tenta deslegitimar a Câmara, o resultado só pode ser um governo enfraquecido e isolado.
"Em Marí, governar não deveria ser sobre nomear aliados, mas sobre atender às reais necessidades do povo. Eu sou apenas um reflexo de vocês, que enxergam além dos discursos e das ações políticas. Continuarei observando."
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