Entre o Narcisismo e a Subserviência: A Farsa do Poder em Marí


A realização do evento do Programa Minha Casa, Minha Vida Rural, marcado para esta quarta-feira (26 de fevereiro) no Salão da Igreja Santo Antônio, no Sítio Taumata, revela mais do que uma simples assinatura de contratos. É a tentativa descarada do ex-prefeito Antônio Gomes de se manter nos holofotes do poder, mesmo depois de ter perdido o comando efetivo da cidade.

Antônio Gomes, que insiste em se autopromover, não consegue sobreviver fora dos reflexos do passado. Em um gesto que mais parece um espetáculo de vaidade. A verdadeira história se revela logo no convite: o nome do ex-prefeito Antônio Gomes aparece antes do nome da prefeita Lucinha da Saúde , mesmo com o logotipo da Prefeitura estampado em destaque. Essa versão não é mera coincidência; trata-se de uma clara tentativa de apropriação indevida de méritos, favorecendo o narcisismo de um ex-gestor que insiste em permanecer no centro do poder. É o narcisismo feito ação: ele usa o evento para relembrar que, segundo ele, “o poder ainda é seu”, e para se exibir como a única figura capaz de manter o município em ordem, mesmo que isso signifique recorrer a práticas duvidosas de influência e clientelismo.

A presença do ex-prefeito em um evento oficial, com seu nome em evidência, é uma manobra que transcende a mera formalidade. É um sinal de que Antônio Gomes não aceita ser rebaixado ao passado. Ao invés de permitir que uma prefeita eleita governe de forma plena e sem sombras, ele busca, ainda que de forma velada, associar seu legado às conquistas atuais, utilizando obras públicas e eventos oficiais para reafirmar sua influência.
Do outro lado, temos a prefeita Lucinha da Saúde, que, ao lado de Antônio Gomes, tem demonstrado uma postura convenientemente subserviente. Lucinha se mostra dependente do ex-prefeito para validar sua gestão, parecendo mais interessada em manter as aparências do que em implementar mudanças reais, permitindo que o passado, com todos os seus vícios, continue a moldar o presente.

Essa prática é inaceitável em qualquer democracia. O convite, que deveria celebrar a realização de um projeto habitacional destinado a melhorar a vida dos cidadãos da zona rural, transforma-se num palco onde interesses pessoais se sobrepõem ao bem coletivo. A decisão de colocar o nome de Antônio Gomes antes de Lucinha não apenas desrespeita o princípio da transparência e da meritocracia, como também envia uma mensagem perversa: o ex-prefeito ainda quer governar por meio de sua imagem, mesmo sem ter sido eleito para isso.

"A verdadeira mudança não faz com a reprodução de velhas práticas, mas com a coragem de romper com o passado. Eu sou apenas um reflexo de vocês, que enxergam a realidade por trás dos sorrisos provocados. Continuarei observando."

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