Editorial: Turismo de Lucinha da Saúde, Fotografias da Oposição e Panfletagem da Imprensa — O Povo como Detalhe em Mari (PB)

Foto: Reprodução Instagram/Acervo pessoal Edilson Publicidade 

Em Mari (PB), a política vive tempos de desalento. Enquanto a prefeita Lucinha da Saúde e seis integrantes do governo embarcam em um turismo político disfarçado de agenda institucional em Brasília, a oposição já dá sinais de completa apatia. Mesmo no início desta legislatura, não há indícios de que os seis vereadores oposicionistas venham a desempenhar um papel firme e combativo. Até agora, não há um único fato contundente que demonstre disposição para fiscalizar o governo ou propor mudanças significativas.

A atuação da oposição se resume categoricamente a fotografias — registros vazios que não se traduzem em visitas a órgãos públicos, denúncias ou ações concretas em defesa da população. Para piorar, três desses vereadores já flertam abertamente com a base governista, diluindo qualquer expectativa de resistência política.

Imagem: Reprodução Facebook/Registro do encontro da oposição 

A imprensa local, que outrora se destacava por seu papel crítico, hoje se converteu em um braço de panfletagem do governo. O jornalismo independente, que deveria ser uma ferramenta essencial para a democracia, cedeu espaço para discursos que blindam a administração municipal.

Imagem: Reprodução Google/Grande mídia 

Enquanto isso, o povo de Mari é empurrado para o esquecimento. Suas demandas legítimas por saúde, educação, transporte universitário e uma gestão transparente são soterradas sob uma política de vaidades e narrativas cuidadosamente moldadas.

Mari precisa de uma oposição que vá além das imagens protocolares, com coragem para fiscalizar, denunciar e propor soluções reais. Precisa também de uma imprensa que resgate seu papel fundamental de ser a voz do cidadão. E, acima de tudo, precisa de um governo que lembre que seu verdadeiro propósito é servir ao povo — e não a si mesmo.

Se isso não mudar, Mari seguirá refém de um ciclo vicioso onde os interesses políticos imperam, e o único detalhe descartável continua sendo justamente quem deveria ser o centro de tudo: o cidadão.

EDITORIAL 

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