Caldas Brandão (PB): Dependência Social, Desafios Agrícolas e a Falta de Ação da Gestão Municipal


Os números mostram que, apesar do potencial agrícola, Caldas Brandão (PB) enfrenta uma preocupante dependência dos programas federais para garantir o sustento de suas famílias. O setor rural, que deveria ser um motor econômico, ainda não gera renda suficiente para reduzir essa vulnerabilidade.

Proteção Social em Caldas Brandão (PB)

Bolsa Família: 1.490 famílias (58% dos domicílios) recebem em média R$ 669,79 por mês.

Inclui 561 crianças de 0 a 6 anos e 826 crianças e adolescentes de até 18 anos.

77,5% das famílias são chefiadas por mulheres.

Auxílio Gás: 674 famílias (26% dos domicílios) receberam o benefício em dezembro de 2024.

87,5% dessas famílias são chefiadas por mulheres.

Cadastro Único: 4.500 pessoas cadastradas em situação de baixa renda (76% da população).

Agricultura: Apoio e Desafios

Créditos liberados em 2024: R$ 4,45 milhões pelo Plano Safra.

Agronegócio: R$ 3,6 milhões para 10 contratos.

Agricultura Familiar (PRONAF): R$ 852,65 mil para 46 pequenos agricultores.

Produtores registrados: 123 agricultores familiares com cadastro ativo (17 com DAP e 106 com CAF).

Programa de Aquisição de Alimentos (PAA): Não houve distribuição de alimentos em 2024.

Análise Crítica

Mesmo com R$ 4,45 milhões em créditos agrícolas, a maior parte dos recursos foi direcionada ao agronegócio, enquanto a agricultura familiar, que envolve a maioria dos pequenos produtores, ficou com apenas 19% do total.

A ausência de programas como o PAA, que poderia estimular a compra de alimentos diretamente dos agricultores locais, reflete uma oportunidade desperdiçada para fortalecer a renda rural e a segurança alimentar da cidade.

Conclusão

Apesar de seu potencial agrícola, Caldas Brandão ainda não consegue usar a agricultura como um pilar de desenvolvimento econômico. Além disso, a falta de ações efetivas por parte da administração municipal agrava o cenário, uma vez que não se observa nenhum esforço estruturado para reverter a situação socioeconômica alarmante do município.

Investir na agricultura familiar, ampliar programas de compra direta e desenvolver estratégias para diversificar a economia são passos fundamentais. Sem uma gestão pública comprometida, a cidade permanecerá refém de programas federais, com seu potencial econômico subaproveitado.

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Foto: Reprodução Google 


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