Quase 20 | O Excesso de Assessores na Prefeitura de Marí-PB: Um Desafio à Eficiência e à Transparência




Em 2025, os mais de 20 dias da gestão da prefeita Lucinha da Saúde na cidade de Marí-PB tem sido marcada por uma questão que chama a atenção de moradores e observadores políticos: o excessivo número de assessores na estrutura administrativa da prefeitura. Enquanto a população espera por melhorias em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura, a ampliação desmedida do quadro de assessores parece contradizer os princípios de eficiência e responsabilidade.

A função de um assessor é, em tese, auxiliar na gestão, trazendo expertise e agilidade para a tomada de decisões. No entanto, quando o número de cargos comissionados cresce de forma desproporcional, surge o questionamento: trata-se de uma necessidade administrativa ou de uma estratégia política para acomodar aliados e fortalecer bases de apoio? Em Marí, a impressão que fica é a de que muitos desses cargos são ocupados por indicações políticas, sem critérios claros de meritocracia ou transparência.

Esse cenário gera preocupação, especialmente em um momento em que os recursos públicos são escassos e precisam ser direcionados para prioridades que impactem diretamente a qualidade de vida da população. O custo de manter um grande número de assessores, com salários muitas vezes elevados, pode comprometer investimentos em áreas críticas, como a melhoria do hospital municipal, reconstrução da escola Epitácio Dantas e a revitalização da feira-livre.

Além disso, a falta de transparência sobre as atribuições e os resultados alcançados por esses assessores alimenta a desconfiança da população. Em um contexto em que a credibilidade das instituições públicas está em xeque, é fundamental que a Prefeitura de Marí adote medidas para demonstrar que esses cargos são realmente necessários e que seus ocupantes estão contribuindo de forma efetiva para o desenvolvimento do município.

A prefeita Lucinha da Saúde, conhecida por sua trajetória na área da saúde e por promessas de gestão eficiente, tem a oportunidade de rever essa política e priorizar uma administração mais enxuta e focada nos reais interesses da população. Reduzir o excesso de assessores e direcionar os recursos economizados para serviços essenciais seria um passo importante para reconquistar a confiança dos cidadãos e garantir um legado positivo de sua gestão.

Em suma, é urgente que a administração municipal de Marí reavalie sua estrutura de cargos comissionados e adote práticas que priorizem a eficiência, a transparência e o bem-estar coletivo. Afinal, uma gestão pública só pode ser considerada bem-sucedida quando coloca as necessidades da população acima de interesses políticos ou pessoais.

Conteúdo Exclusivo / original Mari 2.0 

Foto: Reprodução Google/Prefeita Lucinha da Saúde e Alexandre Kennedy - Coordenador de Comunicação da Prefeitura de Marí 


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