O APADRINHAMENTO OFICIALIZADO: QUANDO O ACESSO A SERVIÇOS PÚBLICOS DEPENDE DE "LIDERANÇAS"


Em qualquer administração pública séria, o acesso a serviços deve seguir critérios técnicos e universais. Mas, em Marí, a história é outra. Segundo declaração do Secretário de Desenvolvimento Econômico e Agrário , quem precisa de suporte para ações básicas da gestão municipal deve buscar uma "liderança" para garantir atendimento.
Isso mesmo. Em vez de os serviços públicos serem distribuídos de forma equitativa, com base na necessidade da população, a prefeitura institucionalizou o clientelismo , transformando benefícios públicos em moeda de troca política.

Desde Quando "Liderança" É Critério de Atendimento?

O que define uma "liderança" nesse contexto? Ser aliado político da gestão? Alguém que tenha influência dentro da prefeitura? Ou simplesmente alguém que saiba jogar o jogo sujo do poder, negociando favores em troca de apoio eleitoral?

Essa prática não é apenas condenável, é um atentado contra os princípios básicos da administração pública . Em um governo sério, o cidadão não precisa de um padrinho para ser atendido . O direcionamento deve ser uma necessidade, e não o alinhamento político.
Se a prefeitura permite que "lideranças" sejam entregues na liberação de serviços, quem não tem contato ou proximidade com essas figuras está condenado ao esquecimento? Será que o cidadão comum, que paga impostos e tem direito a esses serviços, agora precisa "suplicar" para um cabo eleitoral influente?

Vamos ser francos: essa política não tem nada a ver com gestão eficiente. Trata-se de manter o controle político sobre a população, criando uma dependência artificial para que os cidadãos se sintam obrigados a apoiar aqueles que podem "resolver seus problemas" .

O cidadão que deveria ser tratado com respeito e igualdade acaba limitado a um número, dependendo do bom humor e dos interesses de uma “liderança” para obter um serviço que já é seu por direito.

E qual a consequência disso? Uma cidade onde os serviços não são prestados com transparência, onde as prioridades são definidas pela conveniência política e onde a meritocracia é renovada pelo compadrio.

A política do favor é a antítese da democracia . Em vez de garantir que a população tenha acesso direto aos serviços, a gestão municipal opte por um sistema medieval onde os "suseranos" distribuem benefícios aos "vassalos" conforme seu próprio interesse .

Isso não é desenvolvimento econômico nem agrário. Isso é uma canção eleitoral travestida de política pública . E enquanto essa prática continua, Marí seguirá refém de um sistema que perpetua desigualdade, exclusão e injustiça.

A População Precisa Reagir

Nenhum cidadão deveria precisar pedir favores para ter acesso ao que já lhe pertence por direito. A prefeitura não pertence a um grupo político, mas ao povo. E se essa prática continuar, cabe à população cobrar mudanças e denunciar essa lógica perversa que transforma necessidades básicas em ferramentas de barganha.
Serviço público é um direito, não um prêmio para os bem relacionados. E qualquer gerenciamento que opere com esse tipo de classificação não governa, apenas administra privilégios para seus.

"Eu sou apenas um reflexo de vocês, que enxergamos o que acontece nas ruas e bloqueamos respeitosamente. Continuarei observando."

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