Caso Padre Zé: quem é quem na denúncia do Gaeco que investiga os secretários Pollyanna Dutra e Tibério Limeira
Tibério Limeira e Pollyanna Dutra são secretários de pastas do Governo da Paraíba — Foto: Reprodução
Entenda como era a participação dos denunciados
Egídio de Carvalho Neto
Papel: Chefe da organização criminosa
Acusações: Centralizava decisões administrativas e financeiras no Hospital Padre Zé (HPZ), Instituto São José (ISJ) e Ação Social Arquidiocesana (ASA). Coordenava desvios de recursos públicos e privados, recebia propinas e acumulava patrimônio incompatível, incluindo imóveis e bens de luxo.
Jannyne Dantas Miranda e Silva
Papel: Diretora administrativa do HPZ/ISJ
Acusações: Viabilizava contas fraudulentas e falsos relatórios, assegurando a aprovação de prestações de contas. Recebia e repassava propinas, garantindo o funcionamento do esquema.
Amanda Duarte Silva Dantas
Papel: Tesoureira do HPZ/ISJ
Acusações: Gerenciava os fluxos financeiros ilícitos, recebia propinas e as redistribuía conforme orientação de Egídio Neto. Mantinha controle escritural dos valores desviados.
Andrea Ribeiro Wanderley
Papel: Responsável pelos convênios e prestações de contas no HPZ/ISJ
Acusações: Facilitava a aprovação de contas fraudulentas e intermediava o contato entre fornecedores e gestores para assegurar a continuidade do esquema.
Tibério Limeira
Papel: Ex-secretário de Desenvolvimento Humano da Paraíba (SDH)
Acusações: Autorizava e aprovava convênios fraudulentos do Projeto Prato Cheio, recebendo propinas através de intermediários.
Pollyanna Werton Dutra
Papel: Sucessora de Tibério na SDH
Acusações: Continuou os mesmos esquemas de desvios e recebimento de propinas, justificando pagamentos ilícitos.
Iurikel Souza Marques de Aguiar
Papel: Gestor de convênios na SDH
Acusações: Aprovava prestações de contas fraudulentas, ignorando irregularidades. Recebia propinas diretamente ou via intermediários.
Kildenn Tadeu Morais de Lucena
Papel: Líder do núcleo de empresas fornecedoras
Acusações: Coordenava empresas de fachada que forneciam serviços ao HPZ e desviavam recursos por meio de notas fiscais fraudulentas.
Sebastião Nunes de Lucena
Papel: Pai de Kildenn e administrador de empresas envolvidas no esquema
Acusações: Facilitava os desvios de recursos gerenciando formalmente empresas do núcleo de Kildenn.
Sebastião Nunes de Lucena Júnior
Papel: Irmão de Kildenn e sócio em empresas fornecedoras
Acusações: Emitia notas fiscais fraudulentas e participava do esquema de devoluções ilícitas.
Mariana Inês de Lucena Mamede
Papel: Proprietária de empresa de fachada vinculada ao núcleo de Kildenn
Acusações: Formalmente administrava uma empresa usada para desviar recursos.
Maria Cassilva da Silva
Papel: Proprietária de empresa vinculada ao núcleo de Kildenn
Acusações: Emissão de notas fiscais fraudulentas para formalizar desvios
Maria Cassilva da Silva
Papel: Proprietária de empresa vinculada ao núcleo de Kildenn
Acusações: Emissão de notas fiscais fraudulentas para formalizar desvios.
José Lucena da Silva
Papel: Ex-proprietário de empresas envolvidas no esquema
Acusações: Facilitava desvios e gerenciava empresas que forneciam bens superfaturados ou inexistentes.
João Ferreira de Oliveira Neto
Papel: Filho de José Lucena e proprietário de empresa fornecedora
Acusações: Responsável por intermediar pagamentos de propinas e repassar valores desviados.
Fillype Augusto Lima Bezerril
Papel: Genro de José Lucena e proprietário de empresa fornecedora
Acusações: Emitia notas fraudulentas e gerenciava a devolução de recursos ao esquema.
João Diógenes de Andrade Holanda
Papel: Gestor de empresas de fornecimento de produtos médicos e hospitalares
Acusações: Emitia notas fiscais falsas e participava de desvios, gerenciando repasses ilícitos.
Entenda a nova denúncia
A denúncia, protocolada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), acusa os secretários Pollyanna Dutra e Tibério Limeira de participação em esquema de pagamento de propina, classificado como "devoluções" por parte de empresas que forneciam produtos para as instituições e eram contratadas para fornecer itens para o hospital e refeições para o Programa Prato Cheio.
A investigação gira em torno do pagamento de propina, lavagem de dinheiro, desvio de finalidade, estelionato e apropriação de valores doados por particulares e repassados pelos cofres públicos ao Hospital Padre Zé/Instituto São José e à Ação Social Arquidiocesana, sob a gestão de padre Egídio de Carvalho Neto.
A denúncia contra Tibério Limeira e Pollyanna Dutra representa um novo capítulo na Operação Indignus, que já havia investigado a atuação de outros membros da organização criminosa, incluindo padre Egídio de Carvalho Neto, Amanda Duarte, Jannyne Dantas e Kildenn Tadeu Morais de Lucena.