WAGNER RIBEIRO | Secretário Jailton vende Educação de Mari como Oxford e Harvard, mas realidade é outra!


Na minha escrita desta segunda-feira (16), darei uma pincelada na entrevista do atual Secretário de Educação de Mari, Professor Jailton, concedida nesta manhã (16) ao Liberdade de Expressão da Rádio Araçá FM. 

Primeiramente, tratarei aqui do SECRETÁRIO, não do cidadão Jailton. E reitero que é preciso muito respeito aos professores, educadores e profissionais da educação deste país. Professor Jailton deu sinais de competência, porém, o que lhe falta é autonomia. Infelizmente a família Gomes não o oferta. Existe muita interferência no trabalho do Professor Jailton. 

O Secretário Jailton narrou tanta evolução de março de 2024 (período que assumiu a secretária) até os dias atuais, que, confesso confundi a Educação de Mari com Oxford e Harvard. 

Secretário Jailton, a Educação retrocedeu e o senhor não foi sincero hoje com os ouvintes do Liberdade de Expressão. Digo isso com base numa análise recente do site ExpressoPB, que trás milímetro por milímetro da ineficiente Educação proposta por Rosemagna Cunha, ex-secretária de Educação, o pai da ex-secretária, prefeito de Mari e o senhor que pegou o ônibus da Educação de Mari em alta velocidade. 

Leia trecho da análise de Expresso PB: 

Com o 4º pior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) do Estado da Paraíba e um índice de alfabetização zero, Marí enfrenta uma das piores crises educacionais de sua história. A retórica do secretário, ao listar estruturas e benefícios, ignora o fato de que essas melhorias são apenas cosméticas, incapazes de compensar a queda acentuada no aprendizado dos alunos. Afinal, de que adianta uma sala climatizada, se os alunos não estão aprendendo a ler e escrever?

Os pais mariense podem garantir vagas para seus filhos dentro dos prazos estipulados, mas o que estão realmente recebendo? Um sistema educacional incapaz de oferecer o básico. Enquanto o secretário promete “educação de qualidade para todos”, os números contam outra história. Sob a gestão do prefeito Antônio Gomes e da vice-prefeita Lucinha da Saúde, a qualidade da educação em Marí despencou, colocando em xeque a prioridade dada à educação pela administração.

“Estamos trabalhando para que cada aluno tenha acesso ao melhor,” afirmou Jailton Ferreira no programa de rádio, segundo a matéria. No entanto, a prática contradiz as palavras. O melhor para os estudantes não é oferecido por uniformes ou merenda, mas sim por professores capacitados, um currículo consistente e um ambiente que estimule o aprendizado – aspectos que claramente estão em falta.

Embora a administração tenha investido em infraestrutura e serviços complementares, esses avanços parecem ser pouco mais do que medidas para criar uma imagem positiva da gestão. A ausência de progresso nos indicadores educacionais é um reflexo claro de que os recursos estão sendo direcionados para áreas que não atacam o problema central: o déficit de aprendizado dos alunos.

O município de Marí não precisa de marketing institucional ou anúncios que apenas mascaram uma crise educacional profunda. Precisa de uma gestão que priorize, de fato, o ensino de qualidade, que capacite seus professores, implemente metodologias eficazes e assegure que cada aluno seja capaz de aprender, crescer e contribuir para o futuro da cidade.

Sem mudanças urgentes, as promessas de “educação de qualidade para todos” continuarão sendo apenas palavras vazias. E enquanto isso, os alunos de Marí pagarão o preço por uma gestão que parece se preocupar mais com a aparência do que com a essência da educação.

Coluna | Wagner Ribeiro 
16/12/2024         12h30 


Foto: Reprodução Araçá FM 

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