Suicídio, um mal silencioso
Infelizmente, segundo relatou à imprensa, aconteceu um outro, entre vários, suicídio na cidade de Mari. Um jovem, funcionário público, tirou sua própria vida. O Mari 2.0 não trará à íntegra da notícia, conforme já trouxeram os demais colegas da imprensa no seu ofício.
Mas iremos deixar trechos de um importante artigo publicado pela
Revista Holiste
Leia:
Por mais estranho que possa parecer, pessoas racionais e em pleno gozo de suas faculdades mentais também cometem suicídio. O filósofo espanhol Sêneca (4a.C – 65 d.C) achou mais digno tirar a própria vida a viver no exílio. Essa ‘consciência’ também pode aparecer em quadros de doenças crônicas, como o ocorrido com a escritora inglesa Virgínia Woolf (1882-1941), que cometeu suicídio ao perceber que entraria em um outro nível de crise, pior do que a acometera na juventude, e decidiu que não enfrentaria esse sofrimento. Há, ainda, suicídios motivados por questões ideológicas, políticas ou filosóficas, como os camicases – japoneses suicidas da 2ª Guerra Mundial – e os atuais homens-bomba jihadistas.
O comportamento suicida não é apenas uma resposta lógica a um estresse extremo, mas o desfecho trágico de doenças psíquicas, como transtornos afetivos, psicóticos e depressão. O uso abusivo de álcool e drogas, associado a esses transtornos, mostram grande relação com o suicídio; pesquisas alertam que entre 10% e 25% das pessoas com depressão tiram a própria vida. O acompanhamento médico adequado, com acolhimento e tratamento, pode evitar 90% dessas mortes, garantem especialistas.
“Muitas vezes a pessoa não quer, necessariamente, morrer, mas dar fim ao sofrimento. Ou seja, não é algo racional, sobre o qual ela pensa. Esse tipo de suicídio é possível de prevenir, uma vez que os pacientes que se encontram nesse estágio sempre dão algum tipo de recado. Eles sinalizam”, informa Dr. Vitor Pablo, também psiquiatra da Holiste. Os médicos têm um papel crucial nessa prevenção, cabendo a eles identificar, avaliar e manejar esses pacientes, tarefa fundamental para evitar atitudes extremas, conforme alerta Dra. Fabiana: “Não é fácil perguntar aos pacientes sobre suas ideias suicidas, mas devemos estar atentos aos que repetem, com frequência, o desejo de morrer ou vivem dizendo que não estão mais suportando o sofrimento. Normalmente, esses sinais chegam às famílias ou aos cuidadores. Essas atitudes são fortes indicativos e não podemos deixar de avaliar seu risco”.
COMPORTAMENTO SUICIDA
A psiquiatra esclarece que a tentativa de suicídio é definida como qualquer ato de ameaça à vida, cometido com a intenção de pôr fim a mesma. Trata-se de uma ação potencialmente letal, mas não bem-sucedida. “Esse tipo de comportamento engloba atitudes variadas, desde os atos mais simples de autoagressão e que não necessitam de atenção médica, até ações mais graves nas quais a hospitalização do paciente é necessária”, detalha a médica.
Leia à íntegra do artigo: suicidio.holiste.com.br
Foto: Reprodução imprensa mariense