Dra. Emanuelle, a ‘terceira via’ que precisa empolgar eleitores e dirigentes partidários
A Doutora Emanuelle Chaves (União Brasil), pré-candidata à Prefeita de Marí, PB, para eleições de outubro, se consolida como principal nome da “terceira via” — expressão enfraquecida em outrora e, agora, rebatizada por ela e aliados como “nova via”. Postulante ao Executivo após deixar o governo Antônio Gomes, o União Brasil oficializou seu nome de maneira convincente. Na sequência, obteve o apoio precioso em forma de aliança dos também pré-candidatos Clecio Sousa e Karina Melo, agora, aguarda a deliberação de ex-petistas, que seguem divididos.
O objeto de desejo da Doutora Emanuelle é ter um nome como Karina Melo de vice na chapa para robustecer um projeto promissor, mas, pouco conhecido na cidade. A pré-candidata, contudo, enfrenta uma série de obstáculos no xadrez político. A começar pela própria aliança, especialmente com Clecio Sousa. A Doutora precisa convencer Clecio a abdicar da disputa, não por demérito, mas, por competitividade no futuro. Numa balança de momento, a dupla Doutora Emanuelle e Karina Melo têm mais peso.
Viabilidade eleitoral da Dra. Emanuelle Chaves é questionada por caciques
Prefeito Antônio Gomes (PL) é o mais notório desacreditado da candidatura de sua ex-secretária. O prefeito simplesmente trata como uma rival sem peso. O ex-prefeito Marcos Martins mesmo não acreditando muito numa evolução da candidatura da Doutora, acredita que pode convencê-la ou melhor dizendo, convertê-la. Já à candidatura emergente de Severino do Gás sequer abre espaços.
Apesar das críticas dos caciques à candidatura da Doutora, o perfil de “gestora” e praticante carregar o rosto da “nova política” na cidade, eleva seu nome a outro patamar na disputa, mas, precisa reagir contra esses questionamentos de dúvidas.
No bê-á-bá político, a Doutora Emanuelle precisa enfrentar os caciques, subir o tom se for necessário.
Eleitores
Enquanto o prefeito Antônio Gomes/Lucinha e o ex-prefeito Marcos Martins, aparentemente à frente na corrida eleitoral, tentam reverter focos específicos de resistência do eleitorado, a Dra. Emanuelle tem como principal vulnerabilidade o fato de ser desconhecida de boa parte da população. Além disso, por vezes, sua candidatura é vista como frágil para romper a polarização entre Martins e o atual chefe do Executivo.
Para ganhar as eleições, precisa primeiro pular de um trampolim. É preciso convencer
mais gente do que se tem. Não existe campanha sem povo. Não existe campanha sem abraços. Não existe campanha sem as ruas.
Além de intensificar as redes sociais, que concentram boa parte do eleitorado, a pré-campanha da Doutora deveria começar hoje uma mobilização nunca antes visto nas ruas de Marí, do Pasto Novo ao Barro Vermelho e trabalhar para reduzir as desconfianças com seu nome.
A pré-candidata Emanuelle não pode se apegar ao "eu tenho tempo até outubro". A campanha é hoje! O futuro é hoje!
A Doutora não é apenas mais um nome ventilado. A Doutora está na disputa e é preciso gastar sola de sapato e ter pés no chão para mostrar tudo isso aos caciques e para atrair o povo.
Rua, rua e ruas.
Mari 2.0
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